O setor eólico na Bahia vai receber, até 2014, R$ 6,5 bilhões de investimentos, que irão gerar cinco mil empregos na implantação e 500 na operação dos projetos. Ontem, o governador Jaques Wagner apresentou, no Restaurante Amado, na Avenida Contorno, em Salvador, a parceria firmada entre as empresas Renova Energia e Alstom, um investimento de 1 bilhão de euros, o equivalente a R$ 2,7 bilhões.

A Alstom vai fornecer 440 aerogeradores destinados aos parques eólicos de Caetité, Guanambi e Igaporã, na região sudoeste do estado, que, juntos, têm capacidade para produzir, no mínimo, 1,2 GW ou quase o total produzido no mercado brasileiro de energia eólica. Produzidos na unidade de Camaçari, os equipamentos começam a ser entregues a partir de 2015, ao longo de três a quatro anos. Em decorrência da encomenda, a empresa duplicará a fábrica instalada na Bahia.

Durante o evento também estavam presentes os presidentes Renova Energia, que lidera o mercado de energia eólica contratada do Brasil, Mathias Becker, e da multinacional francesa Alstom, líder global em infraestrutura ferroviária e geração de transmissão de energia, Patrick Kron, além do presidente da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), João Bosco.

Sustentação – “Vamos continuar dando sustentação para esses parques eólicos, tanto pelo que eles representam para produção de energia limpa, quanto pela interiorização das riquezas e geração de empregos para a Bahia”, afirmou o governador, ao destacar a atração de investimentos para o setor de energia limpa para o estado, que já conta com fábricas de torres e geradores. A meta é atrair também fabricantes de hélices, completando a cadeia produtiva do segmento.

Aumento da competitividade

De acordo com o presidente da Alstom, Patrick Kron, a empresa quer contribuir com o desenvolvimento da indústria eólica. “Esse contrato nos coloca em um novo patamar.” Ele destacou que a parceria é uma das maiores do mercado mundial de aerogeradores onshore.

O presidente da empresa no Brasil, Marcos Costa, acrescentou que o contrato aumenta a competitividade do setor no país. “Estamos com tecnologia de ponta, com máquinas adaptadas às condições de vento da região, o que significa mais competitividade e redução da tarifa.”

A estimativa da Renova Energia é que a escolha de aerogeradores adaptados otimize a geração de energia eólica, com ganhos de 3% em produtividade. “Além do parque de Caetité, existem três outras áreas que estamos procurando desenvolver com capacidade equivalente. O potencial de crescimento da energia eólica na Bahia é muito grande e por muito tempo.”

Prospecção arqueológica – No total, a empresa possui mais de um gigawatt de capacidade instalada contratada em 14 parques eólicos. Inaugurado em julho de 2012, o maior complexo da América Latina só aguarda a interligação com linhas de transmissão da Chesf. “O prazo é entregar tudo até o final do ano. O único ponto pendente é a prospecção arqueológica, que já está em curso”, esclarece o presidente da Chesf, João Bosco.

Fonte: SECOM-BA